“Eu sempre me faço a mesma pergunta todos os dias, de “quando sera a minha vez?””— Geovana Cabrera (Uma pergunta, mil pensamentos).
(Bron: umapoetadepapel, via ape17)
fantasiando sobre suicidio outra vez
pensei em ligar praquele número lá
não sei
imaginava morrer num campo de tulipas ou numa exibição de arte ou ao ar livre numa noite estrelada imaginava muita coisas
eu, tão ínfimo, sendo engolido por um azul infinito
azul puro, sublime e infinito
e então os operários cantariam
e os amantes cantariam
e os filhos primeiros cantariam
“é o fim, é o fim
da longa jornada
adeus, camarada
adeus!”
pensei em ligar praquele número
ou pra alguém e dizer ei eu meio que to numa fase merda
ou dizer ei você me deixou assim
ou
ei
desculpa por tudo
duas bitucas de cigarro sobre a mesa
tchaikovsky tocando
acabou
não é tão ruim assim
(via ape17)
há caos
no que você acha
ser calmo em mim.